2.03.2011

MÃE EM TEMPO INTEGRAL ??? REFLEXÕES para 2011


Neste inicio do ano de 2011 não dá pra não dar uma paradinha na rotina pra refletir um pouco sobre a nossa caminhada. Principalmente em mudança de década. Eu entrei na idade da loba em dezembro e os meus dois filhotes fizeram aniversário em janeiro. O Pedro fez 18 anos e já está indo para a faculdade. Quando olho pra ele, eu fecho os olhos e lembro das  suas bochechas e das nossas idas à Biblioteca do CCBB para namorarmos os livros,  ele herdou o gosto pelos livros de mim. A Ana Clara fez 7 anos, ela  é muito musical e já demonstra ser uma menina  cheia de charme e com muita personalidade e liderança. Gente, este tempo todo que tenho exercido este papel de mãe e fotógrafa me realizou profundamente como mulher.
Agora para completar a família está chegando a Sophia. Nossa caçulinha está sendo gerada com amor e carinho e já se manifesta diariamente com os chutes e cambalhotas dentro da minha barriga. Em meus pensamentos sobre maternidade, um papel que tenho exercido há quase 20 anos, não vou negar que tenho tido momentos de administração de culpa e muita ansiedade e dúvidas também. Mas quem não tem? É na experiência de outras mulheres-mães como eu, que me inspiro e também divido um pouco o peso do alto nível de exigência que nos impomos desde o momento que recebemos este novo ser nos braços.  Para completar este momento de idéias, deixo pra vcs uma parte de um  texto muito cativante da querida Lili Amorim que foi minha noiva há 10 anos atrás, tem três filhos lindos e  ainda consegue tempo para cuidar de dois blogs deliciosos.
http://www.lilianeamorim.com/
http://www.trocentasideias.blogspot.com/
"Conversando com uma amiga que é bióloga formada mas que optou em ser mãe em tempo integral de 4 meninos (hoje já rapazes), ela comentou que pra ela não foi sacrifício nenhum fazer essa opção. E foi então que eu fiquei pensando nisso e acho que quando a mulher abre mão de seguir outros caminhos (profissionais) pra se dedicar aos filhotes, tem que ser uma escolha feita somente por ela, sem pressão, sem obrigação, porque é justamente isso que vai fazer toda a diferença lá na frente. Porque quando fazemos essa escolha, e ninguém nos força a nada, isso faz com que a gente consiga realizar esse papel da maternidade integral com convicção e satisfação, e isso faz toda a diferença. Afinal, a gente sabe que tem mulheres que ficam em casa por mil razões e nem todas são boas mães/esposas, porque a motivação que as levou à escolha de ficar em casa foi a motivação errada. E quando não há convicção e satisfação não tem como dar certo.

E é exatamente isso que me leva a não considerar esse caminho como opção pra mim: convicção e satisfação. Já me conheço há um tempinho rsrsrs e sei que não ficaria satisfeita se dedicasse meu tempo para ficar em casa cuidando da cria em tempo integral, e jamais teria a convicção de ter feito a escolha certa, sabe? E estou falando isso sem considerar a questão financeira, que no meu caso tem suma importância, afinal de nada adiantaria eu ficar em casa o dia inteiro e não poder nem pagar um colégio particular pras crianças, né? De qualquer modo, mesmo se eu pudesse ficar em casa e ser bancada pelo maridão eu preferiria trabalhar, ter minha independência financeira e manter minha sanidade mental em dia ; )
Eu acho bacana quem consegue escolher seguir a carreira de mãe/mulher/dona de casa e se realizar integralmente nessa escolha. Tenho algumas amigas que fizeram exatamente a mesma escolha e tem sido muito felizes assim.

Pessoalmente reconheço que dá muito mais trabalho que se dedicar a qualquer carreira brilhante em qualquer profissão do mundo, e penso que os frutos colhidos por um bom trabalho de uma mãe valem muito mais a pena, porque são os frutos que geram outros frutos, que geram outros frutos, que geram outros frutos, ou seja, é a velha lei da semeadura...

Enfim, o importante é saber que o mundo precisa de mães como essas minhas amigas, que se dedicam integralmente à maternidade. E o mundo precisa de mães como eu, que se dividem (ou seria melhor dizer que se multiplicam?). Sejam as mães que ficam integralmente em casa ou as mães que trabalham fora, mas que sejam MÃES de verdade, que vestem a camisa da maternidade e investem nisso por saberem que é o melhor e mais importante papel que vão (vamos) ter nessa vida.
 
Sem frescuras, sem paranóias, sem teorias desnecessárias... somos mães e pronto! ; )
 
# não posso deixar de dizer que tenho em quem me espelhar, já que minha mãe sempre trabalhou fora, teve 3 filhos e deu conta do recado muito bem!!! Qualidade e quantidade, quando bem equilibradas, fazem milagres ; )"

2 comentários:

  1. Adorei, querida!! E já falei de você lá no meu blog hoje hahahaha beijocas!!! te adoro!!

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  2. Vim conferir de pertinho o post linkado de tia Lili, coisa mais linda e seu cantinho muito gracioso! bjks

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